quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
7 o'clock
A diatdura acabou há 22 anos. Estudos recentes dizem que 70% dos civis brasileiros confiam nos militares. Esse percentual cai para 51% no conjunto de países hispano-hablantes da América Latina. Acho que o problema cognitivo está na língua. Só pode ser.
domingo, 2 de dezembro de 2007
6 o'clock
Em noites de cigarros sinceros e risadas induzidas, rostos se desfigurando ao som de músicas e tiros. Infames madrugadas de lindas idéias esquecidas. É realmente preciso esquecer para que se possa prosseguir. As lembranças revelam demais...
5 o'clock
Outro dia me disseram "a gente quer ler humor, não verdade". Deve ser por isso que a Veja vende tanto.
4 o'clock
A beleza existe porque vez ou outra o mundo faz sentido. Harmonia. Corpos que se balançam, palavras que se encontram. O silêncio intocável entre nós. Comunicação é utopia. Arte não. Não é possível desconstruir o que não é concreto, já não te disse? Conceitos abstratos de nulas idéias. Eu não o amo pelo simples fato de que não sei o que é isso. Você também não é artista. E o encanto se quebra.
sexta-feira, 1 de junho de 2007
2 o'clock
A madrugada fria como nunca antes. Eu triste como sempre. O vento entrando sem piedade para secar as lágrimas. Ao longe um despertador qualquer avisa que é hora de ir. Só acorda o gato, sorrateiro. Vem miar, o pulguento. Se eu ao menos compreendesse... O gato, o cachorro, o cavalo e o galinha.
1 o'clock
Assim, de repente, estamos nós a nos olhar como se fosse a primeira vez na vida. Não é. Já deu errado uma vez. Duas, três, quatro. Mil! O interesse retorna com um ponta de masoquismo que antes eu desconhecia em mim. Não tem problema. Tem, sim. Devil's water e pó de pirimpimpim. Aqui estamos novamente, rumo a lugar nenhum. Versão 2.0: tudo muito mais rápido e sem muita explicação. O único cavalo é você. Seu grosso! E começamos outra vez... Tudo diferente e absolutamente igual. Inacreditável! Banco de couro não tem, porque isso é charrete. Movida à muita paciência. Minha paciência. Toda minha. Egoísta! Você que me matar, eu quero morrer. Consenso? Nem assim. Mais um drink e eu vou embora. Andando, sozinha, claro. Chego de carro, acompanhada. De novo... Não tem importância. Ou tem. Será que amanhã o telefone toca?
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